quarta-feira, 9 de abril de 2014

O homem das complexidades


         E o Morin falou isso, e aquilo e mais um pouquinho. Falou, falou, falou...

         Nada que mereça ser lembrado!!! No entanto, tais palavras produzem um efeito sedutor numa platéia ávida por metáforas, ainda mais com animaizinhos queridos!

"A questão é criar um diálogo entre fé e incerteza. Não estou falando de fé religiosa, já que não tenho nenhum credo, mas sobre fé em valores, fé na possibilidade demelhorar as relações humanas - fé no valor da fraternidade. Acho que esse tipo de fé não pode ser provado cientificamente porque nada garante que tal esforço venha a ser bem sucedido.... Dei como exemplo o acasalamento de baleias da forma como nosso grande Michelet o descreveu. Ele imaginou que, para duas baleias se acasalarem, fêmea e macho tinham de ascender verticalmente, de modo a que, por um breve momento, o órgão genital do macho pudesse encontra o da fêmea. As baleias tentariam muitas vezes, sem sucesso, até que finalmente conseguissem copular.
Escolhi essa metáfora porque sinto que, no domínio da ética e da vida social e política, temos de agir dessa maneira, com esforços enormes e desperdício de sêmen, para afinal conseguirmos obter um resultado! E não se pode garantir um resultado, mas precisamos tentar, no plano da ética, fazer com as baleias." Edgar Morin

Educadores consumidores de Bauman

            Se Bauman gosta de falar do consumismo, a celeridade com que escreve estimula belos rendimentos para a sua conta bancária. Publica como um periódico diário. Já li,quando não era moda, o livro "Modernidade e Holocausto" é interessante, entretanto, os seus livros são como imensas cebolas, quando terminada a leitura, nada fica, apenas chavões. Não obstante, é um dos queridinhos dos educadores!!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Tango, Stravinsky


Maravilha!!!

A máquina lobista na Educação!!

Não é uma realidade apenas dos municípios de São Paulo, provavelmente presente em todo o Brasil. Não há lobista e charlatão maior do que o senhor Augusto Cury e sua equipe, que vendem para todos os municípios do Brasil o abjeto programa Escola da Inteligência. Infelizmente quando vejo um professor com livros deste cidadão, fico pensando, com tanta gente boa, Saviani, Freire, Duarte, Mészáros e outros, ainda se prefere o malandro, empunhado com arrogância!!



bacharéis e concurseiros


Abusando da repetição, citarei mais um trecho impagável do senhor Barreto, que se aplica não só a graduandos, mas também aos "concurseiros" que quando são aprovados para algum cargo da administração pública se sentem verdadeiros sátrapas.

"... mas Numa queria ser bacharel, para ter cargos e proventos; e arranjou os exames da maneira mais econômica. Não abria livros; penso que nunca viu um que tivesse relação próxima ou remota com as disciplinas dos cinco anos de bacharelado. Decorava apostilas, cadernos; e, com esse saber mastigado, fazia exames e tirava distinções." Lima Barreto, Numa e ninfa.

Altenberg Lieder

Combinação perfeita. Segue a tradução do ciclo, em espanhol.

1.

Alma, ¡cuánto más bella 
y más profunda eres
tras las tempestades de nieve!
También tú las tienes,
al igual que la Naturaleza.
Y sobre ambas continua habiendo
un turbio hálito
hasta que se disipan las nubes.


2.

¿Has visto el bosque
después de la tormenta?
Todo reposa, destella
y es más bello que antes.
Mira, mujer,
¡también tú necesitas tormentas!


3.

Has mirado, reflexionando,
más allá de las fronteras del Todo;
¡Jamás te preocupó
la bolsa o la hacienda!
La vida y el sueño de la vida
de pronto se fueron...
¡Has mirado, reflexionando,
más allá de las fronteras del Todo!


4.

Nada vino, nada vendrá
para mi alma...
He esperado, esperado,
¡ay!, ¡esperado!
¡Los días se irán yendo a hurtadillas
y en vano se lamentarán mis rubios
y sedosos cabellos cenicientos
en torno a mi pálido rostro!


5.

Aquí hay paz. ¡Aquí me desahogo
Llorando por todo!
Aquí se desata mi inconcebible
e inconmensurable pena,
que me abrasa el alma...
Mira, aquí no hay hombres,
no hay asentamiento alguno...
¡Aquí hay paz!
Aquí gotea quedamente la nieve
en los charcos...


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Quase nada mudou...

"O dilema social brasileiro caracteriza-se como um apego sociopático ao passado, que poderá ter consequências funestas. Ostenta-se uma adesão aparente ao progresso. Professa-se, porém, uma política de conservantismo cultural sistemático. Os assuntos de importância vital para a coletividade são encarados e resolvidos à luz de critérios que possuíam eficácia no antigo regime, ou seja, há três quartos de século. Enquanto isso, as tensões se acumulam e os problemas se agravam, abrindo sombrias perspectivas para o futuro da nação. É patente que os adeptos dessa política estão cultivando, paradoxalmente, uma gigantesca revolução social, altamente sangrenta e destrutiva em sua fase de explosão. Qualquer que seja a posição que se tome, individualmente, diante de semelhante eventualidade, parece óbvio que se tornou crucial apontar aonde nos conduz, no momento, o ódio contra o radicalismo e a consequente paralisação de esforços nos âmbitos da reeducação dos homens, da renovação das instituições e da reconstrução da ordem social." A sociologia numa era de Revolução Social, Florestan Fernandes.